TUDO TEM O SEU TEMPO DETERMINADO
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.”
Assim aprouve a Deus trazer-me à existência. Ele me formou no oculto, viu os meus ossos ainda informes e foi me formando no ventre de minha mãe, depositando em mim as características herdadas de meus pais. Até que, em determinado dia, Francisco e Elizabeth descobriram que tinham um bebê a caminho.
“Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou.”
O Senhor me trouxe à luz no dia 20 de novembro de 1971, transformando José e Francisca em avós, Francisco e Elizabeth em pais, e Carlos, Eliana e Margareth em tios. Estes foram meus mestres no ensino prático da abnegação, do cuidado e do amor.
Conheci o amor no seio da família, cultivei relacionamentos que me sustentaram em meio às lutas e aflições, decepcionei-me, chorei, superei e cresci.
“Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar.”
Matei a velha natureza e me entreguei a Jesus, Aquele que me curou dos traumas, dos complexos e das decepções da vida. Derrubei os muros de separação e comecei a edificar minha vida sobre a Rocha, que é Cristo.
“Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar.”
Chorei por amor, chorei por temor, chorei de dor, chorei de alegria e chorei diante das vitórias.
Dancei diante de algumas escolhas, dancei na chuva, dancei ao luar.
“Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar.”
Espalhei pedras para indicar o caminho aos meus filhos; ajuntei pedras para indicar o caminho aos meus netos. Abracei muito, acalentei, acolhi e também me afastei. Meus filhos cresceram e voaram!
“Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora.”
Busquei me reaproximar de velhas amizades e busquei novos aprendizados. Com a maturidade, aprendi a perder e a abrir mão, a deixar ir, a desapegar-me e a lançar fora o medo e as mágoas.
“Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar.”
Rasguei muitos papéis e muitos rascunhos; rasguei o verbo, fui eu mesma, até entender que é melhor calar-se e ouvir do que falar sem ouvir.
“Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”
Amei de todo o coração, amei com sinceridade e durante a maior parte do tempo, até mesmo aqueles que me odiaram ou travaram guerra contra mim. Escolhi a paz comigo mesma e com todos.
Ah, o tempo! Formador, transformador, reformador, renovador, revelador… agente da saudade.