Abriu-se a porta do quarto 304 naquela tarde de domingo, um a um dos mais de dez profissionais foram saindocabisbaixos, me abraçando e oferecendo os pêsames.
Foram mais de 45 minutos tentando reanimá-lo , sem sucesso.
Seu coração parou e dilacerou o meu.
Deixando uma história de 81 anos e a expectativa da chegada da sexta bisnetinha, meu pai se foi. Assim, repentinamente!
A robustez, a lucidez, a proatividade, a independência, me faziam acreditar que seria apenas mais uma visita ao hospital afim de cuidar de uma ferida na perna.
Não poderia imaginar que ao descer as escadas de sua casa, ele não voltaria!
Ficaram as comidas na geladeira, a cama desfeita, os azeites, os queijos, as castanhas… ficou tudo esperando por um retorno que não aconteceu.
Nas minhas mãos estava o presente do dias dos pais, que ele não recebeu.
Quando o Senhor determina a vida e a morte, o nascimento ou falecimento, não há nada que impeça!
Ah… só restou a despedida, os suspiros, as lembranças, a ausência, a saudade do Chico!