Bê-à-bá da Bíblia – 25 estudos

1 – A BÍBLIA

1.1 – INTRODUÇÃO

A palavra “Bíblia”, derivada do grego, significa livros.

A Bíblia é composta de 66 livros, escritos num período aproximado de 1500 anos, em diversos estilos literários, e por cerca de 40 homens distintos.

Ela se divide em duas grandes partes:

  • Velho Testamento, antes do nascimento de Jesus Cristo.
  • Novo Testamento, após o nascimento de Jesus Cristo.

O Velho Testamento é composto de 39 livros assim classificados:

5 Livros da LeiGênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio
12 Livros HistóricosJosué, Juízes, Rute I e II Samuel, I e II Reis,

I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester

5 Livros PoéticosJó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes,

Cantares de Salomão

5 Profetas MaioresIsaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel
12 Profetas MenoresOséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias

O Novo Testamento é composto de 27 livros assim classificados:

4 EvangelhosMateus, Marcos, Lucas, João
1 Livro HistóricoAtos dos apóstolos
13 Cartas de PauloRomanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon
8 Cartas GeraisHebreus, Tiago, I e II Pedro, I e II e III João, Judas.
1 Livro ProféticoApocalipse

No Concílio de Trento (1546), no intuito de combater a Reforma Protestante, foram anexados pela Igreja Católica, sete livros à Bíblia:

Livros HistóricosTobias, Judite, I e II Macabeus
Livros SapienciaisSabedoria de Salomão e Eclesiástico
Livro dos Profetas MaioresBaruque, adições ao livro de Daniel: Capítulo 3:30-90 e Capítulos 13 e 14

Estes sete livros são denominados apócrifos, ou seja, sem autenticidade e sem reconhecimento de sua inspiração divina, não podendo servir de base para qualquer ensino ou lição em nossa vida cristã; pois possuem erros históricos, geográficos e cronológicos, além de conter práticas absurdas e heréticas. Jesus não fez nenhuma menção a estes livros, tampouco citou passagem contida neles, ao contrário dos demais livros que compõem as Sagradas Escrituras, que além de mencionados por Jesus tiveram suas profecias cumpridas.

1.2 – A BÍBLIA NÃO É UM LIVRO COMUM

A Bíblia não é um livro comum. É um livro profético que teve suas profecias cumpridas ao longo dos anos e que ainda se cumpre nos dias de hoje, em nossas vidas. (Mateus 1:18-25; Isaías 7:14)

É um livro eterno e atual que trata de assuntos diversificados; fala de maneira profunda e particularmente a cada coração, sendo o meio pelo qual Deus orienta e responde o homem que o busca (Hebreus 4:12).

1.3 – A BÍBLIA E SUA INTERPRETAÇÃO

A Bíblia foi escrita por 40 homens distintos, que se diferenciavam em profissão, níveis cultural, social e época vivida.

  • Amós era pastor de gado (aprox.787 a.C)
  • Davi, pastor de ovelhas, guerreiro, rei de Israel (aprox. 1000 a.C)
  • Lucas era médico (d.C)
  • Pedro e João pescadores iletrados (d.C)
  • Paulo era homem culto e fabricava tendas (d.C)

Embora tenha sido escrita num período total de 1500 anos, à medida que a conhecendo, nos encantamos com sua coerência e não percebemos nenhuma diferença em seus escritos, levando-se em conta a diversidade intelectual dos homens que escreveram os livros que a compõem.

Podemos perceber que a Bíblia tem apenas um autor: o Espírito Santo de Deus, o qual inspirou, capacitou e orientou espiritualmente a cada um desses homens sobre o conteúdo de seus escritos; e esse mesmo Espírito nos revela, ensina, corrige, instrui e interpreta as Sagradas Escrituras quando buscamos lê-la com a intenção de conhecer a Deus e obedecê-lo. (II Timóteo 3:16, 17; II Pedro 1:20-21)

Precisamos observar alguns critérios para não cairmos no perigoso erro de interpretá-la como nos convêm. Devemos:

  • Orar pedindo ao Espírito Santo que nos oriente e dê entendimento.
  • Ler de maneira sistemática, evitando abri-la aleatoriamente e ler o primeiro versículo que vier aos nossos olhos.
  • Buscar várias referências bíblicas que tratam do mesmo assunto, e nunca nos basearmos em um versículo isolado ou opinião pessoal.
  • Observar o contexto para não acreditar que haja contradições na Palavra de Deus, pois um versículo isolado pode induzir a um raciocínio totalmente equivocado, como por exemplo, os textos João 3:16 e I João 2:15.

Ambos foram escritos pelo apóstolo João, um diz que Deus amou o mundo, o outro diz que não devemos amar o mundo. O primeiro texto se refere ao mundo no sentido de humanidade, já o segundo, ao mundo como valores da sociedade que nos cerca e influencia; mas se não levamos em conta o contexto, lendo-os isoladamente, vamos acreditar que um versículo contraria o outro.

Outro exemplo são os textos de Romanos 8:8 e Filipenses 1:22-24, ambos escritos pelo apóstolo Paulo. Um diz que os que estão na carne não podem agradar a Deus, no outro, Paulo afirma ser necessário que ele próprio viva na carne.

O primeiro texto se refere aos desejos da carne, às concupiscências; já o segundo, ao corpo humano, ao fato de permanecer vivo, encarnado.

1.4 – A BÍBLIA É UMA REVELAÇÃO DIVINA

A Bíblia revela a vontade de Deus ao homem. Nada pode substituí-la,   se tratando de revelação divina. Qualquer profecia que venha ser produzida por homens contemporâneos deve ser confirmada na Palavra de Deus, para que não sejamos levados por experiências pessoais ou desviados da verdade, pois nada pode ser retirado nem acrescentado às Escrituras. (Gálatas 1:8; Apocalipse 22:18,19)

Tudo o que ouvimos e vemos deve ser confrontado com a Palavra de Deus para que saibamos discernir o que vem de Deus, do homem e do Diabo. (II Coríntios 11:14 ,15)

1.5 – A IMPORTÂNCIA E FINALIDADE DA BÍBLIA

A Bíblia contém os ensinos de Deus nosso Criador, seus mandamentos e planos para o homem, podendo ser comparada a um manual de instruções escrito pelo próprio criador com a finalidade de instruir sua criação e se revelar a ela.

A Bíblia nos permite:

  • Desviar-nos do pecado (Salmo 119:11)
  • Evitarmos erros (Mateus 22:29)
  • Separar-nos do mundo (João 17:17)
  • Conhecermos a Deus e a sua vontade (João 5:39)

Portanto devemos:

  • Lê-la (Deuteronômio 17:19)
  • Ouvi-la (Romanos 10:17)
  • Meditá-la (Josué 1:8)
  • Praticá-la (Tiago 1:22,23)
  • Estudá-la (II Timóteo 2:15)
  • Memorizá-la (Salmo 119:11)

2 – A MENSAGEM DA SALVAÇÃO

2.1 – INTRODUÇÃO

A Bíblia nos revela que Deus criou o mundo e tudo o que nele há (Gênesis 1:1).

O homem é a obra prima de Deus , criado à sua semelhança, formado do pó da terra, possuindo corpo, alma, espírito, tornando-se alma vivente pelo sopro do Senhor. (Gênesis 1:26,27; 2:7)

Deus se relacionava com o homem, e o incumbiu de cuidar do jardim, instruiu-o acerca do que não se devia fazer, formou uma companheira para que ele não estivesse só. (Gênesis 2:15-25)

2.2 – A QUEBRA DA COMUNHÃO

O íntimo relacionamento entre Deus e o homem foi quebrado pelo pecado da desobediência, quando, então, Adão e Eva comeram do fruto que Deus havia proibido, optando por desobedecê-lo. (Gênesis 3:1-13)

O pecado trouxe graves consequências para a serpente (Satanás), bem como ao homem,  a mulher e toda a criação. (Gênesis 3: 13-24)

Toda a humanidade foi feita pecadora através de um homem, Adão; e todos foram afastados  da presença de Deus e condenados à morte; que é consequência do pecado. (Romanos 3:23; 5:19; 6:23)

2.3 – O PLANO DE SALVAÇÃO

Deus afirmou que da mulher nasceria aquele que feriria a cabeça da serpente.

Essa profecia se concretizou com a vinda de Cristo, o Filho de Deus, que derrotou o pecado, o diabo e a morte,  trazendo salvação eterna ao homem. (Gênesis 3:15, Mateus 1:18)

Deus, pela sua grande misericórdia e seu amor incondicional, enviou Jesus Cristo para morrer em favor de toda a humanidade a fim de reconciliá-la consigo, trazendo perdão, paz com Deus e vida eterna para todo aquele que crer no seu sacrifício remidor. (João 3:16-18; Romanos 3:23-26; 5:8-10, 18,19; 6:22,23; I João 1:8,9)

2.4 – A RECONCILIAÇÃO

Jesus, através de sua morte na cruz, justificou o homem e tornou possível a sua reconciliação com Deus. (II Coríntios 5:18-21)

Jesus se despiu de toda a glória como Filho de Deus, se vestiu de carne, tomou para si a culpa do homem, pagando, assim, o preço do pecado e morrendo no lugar dos pecadores, para que aquele que crer seja salvo da ira de Deus, feito justo pelo sacrifício de Jesus e ressuscite para a vida eterna; assim como Cristo ressuscitou, nos garantindo vitória sobre a morte. (I Coríntios 15:20-26; Filipenses 2:5-9; Isaías 53:4-7)

2.5 – O ÚNICO CAMINHO PARA A PRESENÇA DE DEUS

Jesus Cristo é o único caminho para chegar à presença do Senhor. Ele é o único mediador e o plano de Deus para o homem. Sem ele não há salvação. (João 14:6; Atos 4:12; I Timóteo 2:5)

A Bíblia afirma que somos salvos mediante a fé em Cristo e pelo sacrifício que Ele sofreu por nós. (Efésios 2:8-10)

É necessário que o homem creia nesse plano redentor: o evangelho da salvação; e depois de crer, se arrependa confessando a Deus seus pecados. (Romanos 10:9,10; Efésios 1:13,14; I João 1:9,10; 2:1,2; 5:10-13)

A palavra de Deus afirma que o homem é selado com Espírito Santo, após a aceitação do evangelho, o qual garante a ressurreição após a morte física e a vida eterna com Deus. (Romanos 8:11; Efésios 1:13, 14; I Coríntios 2:12, 13; Tito 3: 5-7)

2.6 – O SANGUE DE JESUS

O sacrifício de Jesus é suficiente para apagar os pecados de todo aquele que crê e garantir salvação eterna, não sendo necessário que o homem desempenhe nenhum sacrifício complementar.

O sangue de Jesus é o alto preço pago por cada alma perdida, e não há nada que o homem possa fazer para se salvar, pois a salvação é de graça mediante a fé. (I Pedro 1:18,19)

Na medida em que o homem busca ser merecedor dos céus, seja por que meio for: caridade, religiosidade, honestidade, sacrifícios, rituais, práticas, etc.; ele está rejeitando o plano perfeito de Deus para sua vida e traçando, inutilmente,  seu próprio plano. (Hebreus 10:12,14,17,18; I Coríntios 6:20)

3 – A SALVAÇÃO

3.1 – INTRODUÇÃO

A salvação é uma vida de comunhão com Deus antes e após a morte física, uma vez que Jesus restabeleceu a relação quebrada pelo pecado entre o homem e Deus; é também uma vida marcada pela intimidade com Deus, pela relação de convivência e experiência com Ele. (João 17:3)

3.2 – SALVO PELA GRAÇA

A salvação é concedida ao homem pela graça de Deus, favor imerecido, uma vez ser o homem  indigno de chegar ao senhor, pois é um pecador.

O que motivou Deus a tomar a iniciativa de resgatar o homem foi seu imenso amor; amor inigualável, imensurável, incondicional que só pode ser compreendido pela fé. (João 3:16; Romanos 5:8, Efésios 3:17-19)

Deus enviou Jesus para morrer em nosso lugar e esse sacrifício nos garante a entrada no céu. Nossos esforços pessoais não podem nos garantir salvação, pois a entrada no céu independe de obras.

As obras não são o meio para se alcançar a salvação. Essa é resultado da salvação em Cristo; elas serão decisivas apenas nos galardões que os salvos terão no céu. (Lucas 23:33-43; Efésios 2:8-10; Apocalipse 22:12)

3.3 – A SALVAÇÃO É ETERNA

O Espírito Santo passa a habitar no crente quando há arrependimento de pecados, confissão e aceitação do plano de salvação. O homem é selado com Espírito Santo para o dia da redenção.

Após ouvir o evangelho, e crer nele, imediatamente o homem é justificado e regenerado, tornando-se apto a buscar a santificação através do conhecimento e da aplicação da Palavra de Deus.

A salvação é uma experiência única. Se o crente pecar novamente, após ter aceitado Jesus como Salvador, ele não perde a salvação; o que não pode ocorrer é o pecado habitual, a insistência no erro; pois isso leva a crer que a pessoa nunca teve de fato uma experiência de salvação em Jesus.

Quando o pecado é cometido eventualmente pela fraqueza, que é peculiar ao homem, Deus está pronto a perdoar mediante o sincero arrependimento e confissão a Ele.

A vida eterna é garantida pela presença do Espírito Santo que habita no salvo por Jesus, e é o Espírito Santo de Deus que dá ao homem a certeza da sua salvação. (Efésios 1:12,13; Romanos 8:16,17; II Coríntios 1:21,22)

3.4 – A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL

A salvação é individual, cada um dará conta de si mesmo a Deus. Os pais não respondem pelos filhos, o cônjuge não responde pelo outro, e assim por diante. (Jeremias 31:29,30; Romanos 14:12)

Cada indivíduo tem o livre arbítrio para optar em aceitar Jesus como Salvador ou não, e a oportunidade é o momento presente, é enquanto estivermos vivos, pois após  morte segue-se o juízo. (Lucas 16:19-31; Hebreus 9:27; Apocalipse 20: 12)

4 – ASPECTOS DA SALVAÇÃO

4.1 – INTRODUÇÃO

A salvação compreende quatro aspectos:

  • Justificação,
  • Regeneração,
  • Santificação,
  • Glorificação.

4.2 -JUSTIFICAÇÃO

A justificação e a regeneração ocorrem simultaneamente. No momento em que o homem reconhece sua condição de pecador, incapaz de se reconciliar com Deus pelos seus próprios méritos, e se arrepende confessando seus pecados ao Senhor, ele é perdoado. O sangue de Jesus o purifica de todo pecado, tornando-o justo diante de Deus e capacitando-o a viver uma vida agradável a Deus e de exemplo aos homens. (Romanos 3:10,23-26; II Coríntios 5:21)

4.3 – REGENERAÇÃO

O Espírito Santo opera na vida do crente um novo nascimento: o nascimento espiritual, no qual o pecador é transformado em nova criatura em Cristo Jesus, cujas antigas práticas que desagradavam a Deus ficam no passado e tudo se faz novo.

Agora o homem, além de criatura de Deus, se torna seu filho pelo fato de crer no sacrifício remidor de Jesus. (João 1:12,13; 3:1-7; II Coríntios 5:17)

Os valores e comportamentos dessa nova criatura são mudados radicalmente pelo Espírito de Deus que passa a habitar no homem convertido, garantindo sua salvação. (I Coríntios 3:16; 6:19,20; Efésios 1:13,14)

4.4 – SANTIFICAÇÃO

A santificação é a rejeição do terreno e a busca do espiritual, a fim de crescer no conhecimento, relacionamento e aprovação de Deus.

Ser santo significa ser separado para Deus.

A santificação é a renúncia de si que o crente faz, a cada dia, para se moldar aos padrões de Deus, se aproximar Dele mais e mais, negando os apelos do mundo, não concordando com o pecado que o cerca, não se conformando com as práticas contrárias à vontade de Deus. (Mateus 16:24; Romanos 12:2 ; I Pedro 1:14-16)

4.4.1 – A BUSCA DA SANTIFICAÇÃO

Jesus ao orar ao Pai pede santificação para todo aquele que haveria de crer nele como Salvador; isso revela que é a vontade de Deus a nossa santificação e mostra que o caminho para alcançá-la é o conhecimento de sua palavra. (João 17:16-20)

A palavra de Deus é a bússola orientadora da vida do crente, que permite aproximação com o Senhor e afastamento do pecado.

A santificação é um aspecto da salvação que não ocorre instantaneamente, como a regeneração e a justificação. Ela é um processo contínuo que dura toda a vida cristã, até a eternidade; quando, então, atingiremos a estatura de varão perfeito. (Efésios 4:12,13)

4.4.2 – EVIDÊNCIAS DA SANTIFICAÇÃO

O crente santificado tem uma vida marcada por:

  • Obediência à palavra de Deus,
  • Testemunho fiel de vida consagrada a Deus,
  • Serviço ao próximo,
  • Fruto do Espírito: o velho homem deixa de ter sua vida centrada no ego, em seus próprios caminhos, desejos, valores e em sua própria capacidade ou méritos, dando lugar ao novo homem regenerado por Deus, que tem sua vida, planos, valores e pensamentos centrados em Deus. (Colossenses 3:9-10 Efésios 4:22-24)

O crente santificado é verdadeiramente um embaixador de Cristo aqui na terra. Ele representa seu Senhor e espelha a Cristo através de seu caráter e conduta.

O crente santificado é sal e luz do mundo: conservando, em meio esse iníquo, os valores santos de Deus; brilhando a luz da salvação para alumiar os olhos cegos pelo pecado daqueles que rumam ao inferno. (Mateus 5:13-16; II Coríntios 5:20; Gálatas 5:22,25)

4.5 – GLORIFICAÇÃO

A glorificação é o estado final da salvação em Cristo, depois do juízo final, quando finalmente o crente será transformado para herdar o reino de Deus, ganhando um corpo espiritual glorificado, isento de pecados. (I Coríntios 15:50-57)

5 – O PECADO

5.1 – INTRODUÇÃO

Pecado é tudo aquilo que está fora do propósito de Deus para a vida do homem. Pecar é errar o alvo a ser alcançado: a vontade de Deus.

5.2 – A CONCEPÇÃO DO PECADO

A tentação é o convite ao pecado feito ao homem pelo diabo. Esse convite normalmente é bastante atraente e envolvente, muitas vezes é apresentado como algo inofensivo, despertando no homem desejo e interesse.

Diante do convite ao pecado, cabe ao homem usar seu livre arbítrio: dizer sim ou não; pois nesse momento trava-se uma luta entre a carne e o espírito, cabendo ao homem decidir quem irá prevalecer. (Deuteronômio 30:19; Gálatas 5:16-18; Tiago 1:13-15)

Quando o sim é dito ao convite, o pecado é consumado e traz consigo consequências maléficas ao homem.

Quando o não é dito ao convite, não há pecado, e as consequências são a aprovação de Deus, o aumento da fé e santidade do crente.

5.3 – CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

O pecado afasta o homem de Deus e o impede de receber as bênçãos do Senhor, tornando-o vil, trazendo insatisfação e sentimento de culpa. (Salmo 51; Isaías 59:1,2)

A vida de pecado contínuo conduz à morte, pois é evidência do descompromisso com Deus e com seu filho Jesus. (Romanos 6:23; Gálatas 5:19-21)

O crente não peca habitualmente, pois não é escravo do pecado, não se conforma nem se compraz no pecado. Quando peca, é por descuido ou fraqueza. (Romanos 6)

5.4 – GRAVIDADE DOS PECADOS

Na ótica de Deus não há “pecadinho” nem “pecadão”. Quando o homem sai da vontade de Deus, ele peca; independentemente de cometer uma mentirinha ou um homicídio. (Tiago 2:10)

Na ótica humana, a gravidade do pecado está retratada em suas consequências, pois há pecados que geram resultados tão desastrosos, às vezes irreversíveis, irreparáveis.

Deus se entristece com todo o tipo de pecado, mas também está pronto a perdoar todos eles, mediante arrependimento e confissão.

A história de Davi foi marcada por pecados com consequências graves, mas ainda assim Deus se agradava dele, pois Davi era humilde para reconhecer e se converter de seus maus caminhos. (II Samuel 11 e 12:1-24)

5.5 -PECADO DA OMISSÃO E PECADO RELATIVO

Quando o homem tem consciência do que deve fazer ou do modo como deve agir, de acordo com a vontade de Deus, e não o faz; ele está incorrendo no pecado da omissão. (Tiago 4:17)

Há práticas que para alguns são contrárias à vontade de Deus e para outros não, como por exemplo uso de determinadas vestimentas, abstinência de certos alimentos, etc. Muitas dessas discórdias têm explicação nos costumes e cultura de um povo

O pecado relativo está no fato do homem praticar algo que ele mesmo condena ou que sirva de escândalo para outros. (Romanos 14:1-12,21-23)

6 – O PERDÃO

6.1 – INTRODUÇÃO

Perdão significa graça, remissão, absolvição, indulto. Deus concedeu ao homem o perdão através de Jesus, que se sacrificou derramando seu sangue na cruz por toda a humanidade pecadora.

O perdão de Deus é a graça de um Deus amoroso para com o homem que reconhece sua incapacidade de perfeição e sua falta de merecimento.

6.2 – O PREÇO DO PERDÃO

O sangue de Jesus vertido na cruz foi o preço do perdão. Como um cordeiro imaculado, Ele se deu, sem resistência alguma, para a justificação do pecador. (Hebreus 9:22; I Pedro 1:18,19)

O sacrifício de Jesus nos reconciliou com Deus, pois Ele pagou nossas dívidas, cravando-as na cruz do Calvário. (Colossenses 1:19-21; 2:14)

6.3 – A SUFICIÊNCIA DO SANGUE DE JESUS

O sacrifício de Jesus foi perfeito, único e suficiente, dispensando o homem de penitências e promessas sacrificiais com intuito de obter o perdão de Deus. (Hebreus 10:10-18)

Não  cabe ao homem promover sua salvação por meio de obras. Se assim fosse, o homem estaria dizendo com sua atitude que o sacrifício de Cristo foi em vão. (Efésios 2:8-10)

6.4 – CONDIÇÕES PARA O PERDÃO

Há somente um pecado que não é perdoado: a rejeição do plano remidor de Deus, ou seja, a negação do Filho de Deus como Salvador e Senhor (Mateus 12:31)

Todos os demais são perdoados mediante:

  • Sincero reconhecimento de sua condição pecadora,
  • Inconformismo com a vida de pecado,
  • Profundo arrependimento, ou seja, mudança de mente e de atitude,
  • Confissão a Deus em oração.

(Atos 17:30; I João 1:8-10 e 2:1,2; Romanos 10:9; Hebreus 4:15).

6.5 -PERDÃO ETERNO

O perdão de Deus é verdadeiro, pois ao perdoar Ele nunca mais cobra do homem aquele pecado passado, apesar de muitas vezes as consequências desses pecados ainda permanecerem. (Hebreus 8:12)

O homem aceita esse perdão pela fé, se livrando dos sentimentos de culpa e crendo que realmente alcançou a graça de Deus.

O perdão de Deus não significa que o crente está isento do compromisso de reparar, quando possível, os danos causados a outros pela sua conduta pecaminosa. (Romanos 5:1,2)

6.6 – O PERDÃO DE DEUS NÃO TEM LIMITE

O Senhor Deus está sempre pronto a perdoar, quantas vezes forem necessárias. (Mateus 18:21,22)

Deus conhece a estrutura frágil e imperfeita do ser humano e por isso usa de misericórdia para com o homem, desde que ele realmente se arrependa de seus pecados, pois o crente não peca habitualmente, mas acidentalmente. (Romanos 6)

6.7 – PERDÃO AO PRÓXIMO

O perdão de Deus ao homem é algo tão profundo e precioso, que nos constrange a perdoar ao próximo que nos ofendeu; pois se Deus em todo o seu poder e majestade perdoou ao homem frágil e incapaz, a ponto de oferecer seu único filho em resgate, como não perdoaremos a um pecador como nós? (Mateus 6:12; 18:23-35)

7 – DEUS PAI

7.1 -INTRODUÇÃO

Deus é a primeira pessoa da trindade, Ele é espírito e possui atributos exclusivos. (João 4:24)

Apesar de todo seu poder, se relaciona com o homem, amando-o, corrigindo-o, compadecendo-se dele, etc. (Salmo 103:13; João 3:16; Hebreus 12:6,7)

7.2 – A EXISTÊNCIA DE DEUS

Deus se apresenta como o “Eu Sou”. Ele já existia antes da criação do mundo, e existe por si só. (Gênesis 1:1; Êxodo 3:14; Salmo 90:2)

Seu poder é imensurável e a compreensão de sua origem não é possível aos homens finitos e pecadores.

Ninguém pode vê-lo face a face e permanecer vivo. (Êxodo 33:18-23) Pois Deus é perfeito e sua glória consome o pecado.

7.3 – ATRIBUTOS DE DEUS

7.3.1 -ÚNICO

A Bíblia se refere a Deus de várias maneiras: Deus Altíssimo, Senhor dos Exércitos, Jeová, Rei de Israel, Redentor, etc. Apesar dos vários nomes, Ele é um Deus único. (Isaías 43:11; 44:6, 21)

7.3.2 -CRIADOR

Em seis dias, pelo poder de sua Palavra imperativa, Deus criou os céus, a Terra e tudo que neles há. (Gênesis 1)

O verbo hebraico “Bara”, que significa “criar”, só admite um sujeito: Deus. O sentido desse verbo é chamar à existência o que não possui matéria preexistente e só Deus tem capacidade de criar utilizando-se apenas de uma ordem falada.

7.3.3 – ONIPOTENTE

O poder de Deus é ilimitado, Ele pode todas as coisas, não há nada que lhe seja impossível realizar, ele está no controle de todas as coisas existentes. (Lucas 1:37)

A Bíblia relata muitas maravilhas que Deus operou, tais como:

  • Deus fez estéreis conceber: Sara, Raquel, Ana (Gênesis 18:10-14, 21:1-3; 29:31; 30:22-23; I Samuel 1:9-20)
  • Deus curou Naamã de lepra (II Reis 5:1-14),
  • Deus ressuscitou o filho da sunamita (II Reis 4:17-37),
  • Deus operou muitos milagres: As dez pragas no Egito (Êxodo 7-10),
  • A carne e o maná no deserto (Êxodo 16),
  • A abertura do mar vermelho (Êxodo 14:15-26).

7.3.4 – ONIPRESENTE E ONISCIENTE

O conhecimento de Deus é total e não há nada que lhe seja oculto. Não há como fugir da presença de Deus, pois seus olhos estão em todo lugar. (Salmo 139)

Ele não se limita à aparência, pois conhece os pensamentos, as intenções do coração, as ações, etc. Deus conhece tudo! (I Samuel 16:7)

Um exemplo bíblico de uma pessoa que quis fugir de Deus foi o profeta Jonas. (Jonas 1-4)

7.3.5 -JUSTO

Em Deus habita toda a justiça. Ele estabeleceu leis físicas e espirituais. A quebra dessas leis gera consequências diversas e ruins para a vida do homem e não é fruto do desamor de Deus, mas resultado do livre arbítrio do homem. (Salmo 145:17; Isaías 45:21)

7.3.6 – SOBERANO

Deus é chamado “Elohim”, que significa divindade suprema. Ele domina sobre todas as coisas e sobre todo ser. Deus é o Senhor que controla toda a criação. (Isaías 40:12-16)

8 – DEUS FILHO

8.1 – INTRODUÇÃO

Jesus Cristo é a segunda pessoa da trindade: Jesus, nome pessoal masculino; Cristo, nome hebraico que significa messias, ungido.

8.2 – A PROMESSA DO MESSIAS

Em Gênesis, Deus promete que da semente da mulher nasceria aquele que feriria a cabeça da serpente. Essa foi a promessa de Deus que apontava para o plano da salvação, concretizado com a concepção de uma virgem que deu a luz ao Filho de Deus: Jesus. (Gênesis 3:14,15)

Isaías também profetizou em 760 a.C sobre o nascimento do Messias. (Isaías 7:14; 11:1-5; 53:1-7)

8.3 – O NASCIMENTO DE JESUS

Jesus Cristo nasceu de uma virgem que concebeu do Espírito Santo. Maria foi bem-aventurada, pois foi o instrumento usado por Deus para que o Salvador viesse ao mundo. (Mateus 1:18-25; Lucas 1:26-35)

Jesus Cristo já existia desde a criação do mundo. Ele é o próprio Deus que se encarnou, Ele é a Palavra de Deus que habitou entre nós. (João 1:1-3, 14; 10:30)

8.4 – JESUS, O SALVADOR DO MUNDO

O plano de Deus para a salvação do homem estava em seu Filho, que se despiu de sua glória e poder para se humilhar em forma de homem e cumprir sua missão expiatória. (Filipenses 2:5-9)

Ao morrer pela humanidade e vencer a morte, ressuscitando, Jesus feriu a cabeça da serpente, Satanás; tornando possível ao homem obter a vida eterna. (I Timóteo 2:5)

8.5 – JESUS HOMEM

Jesus teve infância, adolescência e juventude como outro ser humano qualquer, mas sempre soube de sua divindade e missão. (Lucas 2:39-52)

Jesus tinha sentimentos humanos e necessidades fisiológicas: Ele sentiu tristeza e chorou, teve fome e sede, foi tentado, etc. (Mateus 4:1-11; João 11:32-35)

Jesus tinha família terrena, e era conhecido como o filho do carpinteiro. Começou seu ministério aos 30 anos de idade, cumprindo o propósito para o qual Deus o designou. (Mateus 1:1-17; Marcos 6:1-4)

8.6 – MARIA, MÃE DE JESUS

A Bíblia narra que Maria foi uma jovem, virgem, agraciada com a missão de trazer ao mundo o Salvador. (Lucas 1:26-28)

Ela era uma mulher comum, que também esperava a promessa do messias, sendo necessário, portanto, que tivesse uma experiência de salvação em Cristo. (Lucas 1:46-56)

Posteriormente, Maria teve filhas e filhos: Tiago, José, Judas, Simão. (Mateus 12:47; Marcos 6:3)

Uma participação bem conhecida de Maria é o episódio das bodas de Caná, onde Jesus realizou seu primeiro milagre, transformando a água em vinho. Nessa ocasião, Maria diz: “fazei tudo o que Jesus vos disser.” (João 2:5)

A última aparição de Maria nas escrituras se dá no episódio da Ressurreição de Jesus; quando, inclusive, Maria é chamada mãe de Tiago e José. A Bíblia não menciona nada a respeito do fim da vida de Maria. (Mateus 28:1; Marcos 16:1-8; Lucas 24:1, 2; João 20:1-18)

8.7 – JESUS O FILHO DE DEUS

Jesus foi enviado por Deus, seu Pai, com a missão de salvar a humanidade. Ele é o próprio Deus encarnado, que se despiu de sua glória para se vestir de homem a fim de sofrer morte na cruz. (João 3:16; 10:30; Filipenses 2:5-8; Hebreus 2:9)

O próprio Deus autenticou a divindade de Jesus, o qual possuía todo o caráter e todo o poder do Pai habitando nele. (Mateus 3:16, 17; 28:18; Lucas 9:28-36; Isaías 11:1-5)

Sua família no âmbito espiritual são os salvos, aqueles que foram feitos coerdeiros de Cristo. (Mateus 12:46-50; João 8:12; Romanos 8:16, 17)

8.8 – O MINISTÉRIO DE JESUS

Jesus começou seu ministério aos 30 anos de idade. Seu primeiro milagre foi a transformação da água em vinho. (João 2:1-12; Lucas 3:23; 4:14-21)

Durante três anos ele operou milagres, curas, libertações, perdoou pecados, ensinou a vontade de Deus e pregou a salvação eterna. (Mateus 5:1-2; 8:1-4, 16; Lucas 19:8-10; João 11:43, 44)

Jesus sabia que sua missão era cumprir o ministério recebido do Pai: sofrer, morrer, ressuscitar, ascender para seu trono celestial a fim de reconciliar o homem pecador com o Santo Deus. (Mateus 17:22,23)

A vida de Jesus foi marcada por tentações, obediência a Deus através do batismo, orações, ida ao templo, ensino da palavra. (Mateus 3:13-17; 4:1-11; 26:36-44; Marcos 14:48,49)

Jesus não pecou. Viveu de maneira exemplar deixando para nós o modelo de vida que agrada a Deus e que deve ser o alvo de todo cristão. (Hebreus 4:15; I Pedro 2:21)

8.9 – A PROMESSA DA SUA VOLTA

As profecias a respeito da morte e ressurreição de Jesus já se cumpriram, mas há, ainda, uma promessa que aguardamos com ansiedade: a volta de Jesus. (Marcos 13; Atos 1:10,11)

9 – DEUS ESPÍRITO SANTO

9.1 – INTRODUÇÃO

O Espírito Santo é a terceira pessoa da trindade. Ele não é uma força ou energia, Ele é uma pessoa que age e possui sentimentos. O Espírito Santo é a presença de Deus em espírito agindo nesse mundo e habitando nos filhos de Deus.

9.2 – QUEM É O ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo existia desde a fundação do mundo, pois Ele é o próprio Deus. (Gênesis 1:2)

O Espírito Santo possibilitou o nascimento de Jesus e habitava Nele. (Isaías 11:1-5; Mateus 1:18-20; Marcos 1:8)

O Espírito Santo age na vida do homem atuando de diversas maneiras, além de demonstrar vários sentimentos a respeito do crente, tais como tristeza e ciúmes. (Efésios 4:30; Tiago 4:5)

9.3 – O DOM DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo procede de Deus como um presente, um dom, uma dádiva ao homem salvo. (João 15: 26; Atos 2:38)

Em várias ocasiões o senhor Jesus prometeu a vinda do Espírito sobre a igreja, após sua morte, ressurreição e ascensão. (João 14:16, 17; Atos 1:8)

A promessa de Deus se cumpriu no dia de pentecostes, quando visivelmente o Espírito Santo veio sobre a igreja reunida, como um fato histórico, cumprindo-se a profecia de Joel. (Atos 2:1-4, 16,17)

9.4 – ATUAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo age na vida do homem convencendo-o do pecado, da justiça e do juízo. É ele quem converte o pecador. (João 16:7-11)

Quando o pecador aceita a Jesus como salvador, ele se torna templo do Espírito Santo, ou seja, o Espírito Santo passa a habitar o corpo do crente em Cristo. (I Coríntios 6:19-20)

A presença do Espírito Santo no homem é garantia de vida eterna. Ele concede ao homem a certeza da salvação eterna. (Efésios 1:13,14; Romanos 8:16)

O Espírito capacita o homem a anunciar o evangelho com ousadia, e semear a palavra de Deus ao mundo (Atos 1:8). O Espírito intercede a Deus de maneira correta pelo crente, quando este não está sabendo pedir como convém. (Romanos 8:26)

10 – OPERAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO

10.1 – OS DEVERES DO CRENTE PARA COM O ESPÍRITO SANTO

O crente é habitado pelo Espírito Santo, por isso ele deve buscar o domínio do Espírito em sua vida.

10.1.1 – ANDAR E VIVER EM ESPÍRITO (Gálatas 5:25)

Buscando a comunhão constante com Deus, estando incessantemente ligado em oração mental com o Senhor.

10.1.2 – BUSCAR PLENITUDE DO ESPÍRITO (João 15:4,5; Efésios 5:18-21)

Permitindo que o Espírito controle sua vida, não dando lugar à carne, mas sim liberdade para que ele produza seu fruto e exerça as funções de consolador, guia orientador, pacificador, etc.

10.1.3 – BUSCAR COM DEDICAÇÃO OS DONS ESPIRITUAIS (I Coríntios 14:1)

Para o crente deve ser um privilégio receber do Senhor pelo menos um dom espiritual para desempenhar com capacidade o ministério para o qual Deus o chamou, contribuindo assim para o crescimento do corpo de Cristo, a igreja.

10.2 – OS DONS DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo promove a edificação da igreja, distribuindo dons espirituais a cada crente. Esses dons são capacitações especiais que permitem ao crente trabalhar e exercer funções na obra de Deus, de forma a promover o evangelho, o amadurecimento cristão e principalmente, glorificar o nome de Deus. (Romanos 12:6-8; I Coríntios 12:4-11; 27-31; Efésios 4:11-13)

Os dons são:

  • Profecia, pregação da palavra de Deus;
  • Ministério, capacidade de edificar, proteger, servir o próximo;
  • Ensino, ensinar as verdades bíblicas com clareza e paciência;
  • Exortação, encorajar, confortar, orientar, corrigir outros;
  • Oferta, liberalidade e capacidade de repartir e contribuir;
  • Liderança, presidir, conduzir grupos, solucionar questões;
  • Misericórdia, ajuda e sensibilidade para com o sofrido e necessitado;
  • Palavra da sabedoria, aconselhamento e orientação;
  • Palavra da ciência, entendimento da palavra;
  • , convicção do poder de Deus;
  • Cura, cura em situações impossíveis para a medicina;
  • Operação de maravilhas, milagres;
  • Discernimento de espíritos, identificação e diferenciação do que é sagrado, humano, satânico;
  • Variedade de línguas, falar em idioma desconhecido;
  • Interpretação de línguas, traduzirem idioma desconhecido;
  • Ser apóstolo, ser escolhido por Deus para uma tarefa específica;
  • Socorro, ajudar em momentos difíceis e problemáticos;
  • Governo, administrar e conduzir;
  • Ser evangelista, habilidade para anunciar o evangelho;
  • Ser pastor e doutor, conduzir e ensinar a igreja;

10.3 – O FRUTO DO ESPÍRITO

O conjunto de nove virtudes formam o que chamamos de fruto do Espírito Santo. Elas devem estar presentes no homem que se tornou nova criatura através da aceitação de Cristo como Salvador e Senhor, ou seja, aquele que se deixa dominar pelo Espírito Santo abolindo de sua vida as antigas práticas pecaminosas e os antigos sentimentos carnais. (Gálatas 5:19-21)

O Espírito Santo produz no crente os mesmos sentimentos que houve em Cristo Jesus, e que marcaram seu caráter: (Gálatas 5:22)

Amor ou caridade gozo ou alegria, paz, longanimidade ou paciência, benignidade, bondade, fé ou fidelidade, mansidão, temperança ou domínio próprio.

10.4 – OS CUIDADOS DO CRENTE PARA COM O ESPÍRITO SANTO

10.4.1 – NÃO EXTINGUIR O ESPÍRITO SANTO (II Tessalonicensses 5:19)

O Espírito Santo não viola a vontade do homem, Ele age quando lhe é permitido atuar com liberdade.

O crente não deve desprezar, ignorar e/ou impedir o Espírito Santo de agir em sua vida e de usá-lo quando lhe aprouver.

10.4.2 – NÃO ENTRISTECER O ESPÍRITO SANTO (Efésios 4:29-32)

O Espírito Santo se entristece quando a conduta do crente não está de acordo com os princípios e valores de Deus, ou quando há desinteresse em servir ao Senhor, bem como quando o crente não resiste às tentações e peca.

11 – SATANÁS

11.1 – INTRODUÇÃO

Deus não criou Satanás, Deus criou um anjo chamado Lúcifer (do latim, portador de luz). Após sua rebelião, ele passou a ser chamado de diversas maneiras:

  • Diabo, do grego, tentador (Mateus 4:1);
  • Belzebu, do hebraico, senhor das moscas (Mateus 12:24);
  • Espírito imundo (Mateus 12:43);
  • Satanás, do grego, adversário (Lucas 10:18);
  • Pai da mentira (João 8:44);
  • Príncipe deste mundo (João 12:31);
  • (I João 4:3);
  • Maligno (I João 5:18);
  • Abadom, do hebraico, destruidor (Apocalipse 9:11);
  • Apoliom, do grego, destruidor (Apocalipse 9:11);
  • Grande dragão, serpente (Apocalipse 12:9);

11.2 – A REBELIÃO DO QUERUBIM  (ezequiel 28:12-18)

Lúcifer era um anjo cheio de sabedoria e perfeito em formosura, estava com Deus e tinha como ministério o louvor a Deus; até que em seu coração foi concebido o pecado da vaidade e do orgulho: o desejo de ocupar o lugar de Deus.

11.3 – A QUEDA DE LÚCIFER (isaías 14:12-15)

Lúcifer desejou ocupar o trono de Deus. Seu pecado foi desejar ser semelhante a ele, por isso, foi lançado ao inferno com um terço dos anjos, os quais se rebelaram juntamente com ele (II Pedro 2:4; Apocalipse 12:4, 7-9). Os anjos que o acompanharam são seus ministros malignos chamados demônios. (Lucas 10:17)

A queda de Lúcifer se deu antes da criação do homem. Quando a bíblia afirma que Deus criou céus, implica na criação do firmamento e também do mundo espiritual (Gênesis 1:1). Após a criação do homem, satanás despertou na obra prima de Deus o mesmo sentimento que gerou sua queda: ser semelhante a Deus. O mesmo pecado de Lúcifer gerou a queda do homem e sua expulsão do jardim do Éden (Gênesis 3:1-5; 22-24).

11.4 – AS CARACTERÍSTICAS DE SATANÁS

11.4.1 – MENTIROSO (João 8:44)

Satanás é chamado pai da mentira. Ele tem prazer em torcer a Palavra de Deus para induzir as pessoas ao erro e ao pecado. (Gênesis 3:1-6; Mateus 4:6)

11.4.2 – ENGANADOR (II Coríntios 11:14,15)

Satanás tem habilidade de enganar; capacidade de se apresentar inofensivo, amigável, ou até mesmo como um anjo de luz, para que as pessoas sejam engodadas pelas suas artimanhas.

11.4.3 – INIMIGO (I Pedro 5:8)

Satanás é inimigo de Deus e naturalmente de sua obra prima . Ele busca incansavelmente oportunidades para destruir o homem.

11.4.4 – ASTUTO (Efésios 6:11)

Satanás é perspicaz, sutil, sempre com a intenção de armar cilada a fim de que o crente em Cristo seja derrubado na fé

11.4.5 – ACUSADOR (Apocalipse 12:10)

Satanás aponta os erros dos crentes, acusando-os diante de Deus. Um exemplo claro que a Bíblia relata é a acusação de Jó. (Jó 1: 9-11)

12 – OBRAS DE SATANÁS

12.1 – AS OBRAS DE SATANÁS (JOÃO 10:10)

A Bíblia relata que Satanás age nesse mundo com intuito de roubar, matar e destruir a vida dos seres humanos. Quanto aos crentes, ele busca ferozmente oportunidades para absorvê-los. (I Pedro 5:8)

12.1.1 – INCOMPREENSÃO DA PALAVRA

Ele obscurece o entendimento das pessoas para que não creiam na palavra de Deus, roubando-lhes a oportunidade de serem salvas. (II Coríntios 4:4; Mateus 13:19)

12.1.2 – INDUÇÃO NA MENTE DO HOMEM

Ele semeia pensamentos e incita os homens a agirem de forma contrária à vontade de Deus, procurando roubar-lhes a fidelidade ao senhor e, consequentemente, destruir-lhes a vida. (I Crônicas 21:1; Mateus 16:22,23)

12.1.3 – TENTAÇÃO

Satanás convida o homem a pecar para que ele viva sem a comunhão com Deus, o que gera morte (Tiago 1:13-15) e também proporciona maneiras e ocasiões para que o crente desagrade a Deus; com o intuito de quebrar a comunhão do homem com seu Senhor e impedir, assim, que os propósitos de Deus se cumpram na vida dele. (Lucas 4:1-13)

12.1.4 – DOENÇAS ESPIRITUAIS

Satanás tem a capacidade de colocar enfermidades físicas, emocionais, psicológicas ou mentais nas pessoas para destruí-las. Essas enfermidades, quando detectadas, são saradas pelo poder da oração. (Mateus 12:22; 13:10-17)

12.1.5 – ADIVINHAÇÃO, LEVITAÇÃO, TRANSFIGURAÇÃO, ETC.

Satanás tem o objetivo de confundir, enganar, maravilhar as pessoas para tirá-las do caminho do Senhor. Ele pode adivinhar, se passar por espírito de um morto, operar milagres, etc. (Deuteronômio 18:10-14; I Samuel 28:6-8; Atos 16:16-18 II Tessalonicenses 2:9)

12.1.6 – OPRESSÃO

Ele oprime o homem, fazendo-o se sentir desmotivado, inútil, incapaz, desanimado, triste, medroso, ansioso, com insônia, ou até mesmo permite ao homem ter visões de vultos, ouvir vozes, etc. A opressão é uma maneira de levar a pessoa à loucura ou, no caso do crente, inutilizá-lo para a obra de Deus. (I Samuel 16:14,15)

12.1.7 – POSSESSÃO

Satanás é capaz de possuir o corpo de um ser humano, quando este não é salvo, e, portanto, não tem o Espírito Santo habitando em si. (Mateus 12:43-45; Lucas 8:1-2; I Coríntios 3:16)

A Bíblia relata vários episódios em que Jesus e seus discípulos libertavam as pessoas endemoninhadas pela repreensão no nome de Jesus, e também ocasiões em que pessoas não puderam expulsar demônios por falta de fé, autoridade e oração. (Atos 19:13-16)

Aos crentes é dado todo poder e autoridade no nome de Jesus para libertar endemoninhados e opressos, pois esses têm seus nomes escritos no livro da vida, ou seja, são salvos e têm a presença do Espírito Santo habitando em si. (Lucas 10:19,20)

12.2 – IDENTIFICANDO O ESPÍRITO MALIGNO (I JOÃO 4:1-4)

Satanás pode afirmar que Cristo é um espírito evoluído, um espírito de luz, o filho de Deus, um bom homem, um dos caminhos para Deus, etc. Mas jamais afirma que Jesus veio em carne, pois Jesus se manifestou em carne para desfazer as obras do diabo. (I João 3:8)

12.3 – AS LIMITAÇÕES DE SATANÁS

O poder de Satanás não pode ser subestimado, tampouco superestimado a ponto de crermos que ele mede forças com o Senhor Deus.

Faz-se necessário saber que ele age com poder no mundo, mas que seu poder é limitado, ele age somente até onde Deus permite. (Jó 1:6-12; Lucas 8:26-33; I João 5:18)

Na vida do crente, ele age a ponto de oprimi-lo, mas nunca possuí-lo, pois o crente tem habitando em si o Espírito Santo de Deus. A palavra de Deus diz que o crente deve se sujeitar a Deus, dessa maneira ele estará resistindo ao diabo que fugirá. (Tiago 4:7)

12.4 – A BATALHA ESPIRITUAL (efésios 6:10-18)

A Bíblia afirma que o crente vive uma batalha espiritual na qual não tem que lutar contra inimigos carnais e visíveis, mas inimigos espirituais e invisíveis.

Para essa batalha, o crente deve estar equipado com todas as armas espirituais que Deus lhe permite: vida baseada na verdade, na justiça, no evangelho, na fé, na salvação, na palavra de Deus, na oração e na vigilância. Essas armas permitem ao crente viver uma vida vitoriosa até a guerra espiritual ser definitivamente encerrada pelo sopro da boca do senhor Deus. (II Tessalonicenses 2:8)

13 – ANJOS DE DEUS

13.1 – INTRODUÇÃO

A palavra anjo significa mensageiro.

Os anjos são espíritos ministradores, superiores aos homens, a serviço de Deus no céu e na terra. (Hebreus 1:6-14)

Os anjos não podem nem devem ser adorados ou venerados. (Colossenses 2:18; Apocalipse 19:9, 10 e 22:8,9)

13.2 -TIPOS DE ANJOS

A Bíblia menciona diferentes tipos de anjos:

  • Arcanjo, Miguel príncipe dos anjos (Daniel 12:1);
  • Querubins, anjos que guardam o trono de Deus (Ezequiel 10:1-7),
  • Serafins, anjos responsáveis pelo louvor e adoração ao Senhor (Isaías 6:2,3).

13.3 – CARACTERÍSTICAS DOS ANJOS

Os anjos possuem corpos espirituais, podem se materializar quando for do propósito de Deus (I Coríntios 15:42,44; Hebreus 13:2). Eles não se casam nem procriam (Mateus 22:30). Não experimentam a morte (Lucas 20:36).

13.4 -ATUAÇÃOS DOS ANJOS

Deus usou e usa seus ministros de diversas maneiras para agir na vida do homem:

  • Livrando (Gênesis 19:1-23; Daniel 6:22)
  • Intervindo (Gênesis 22:9-12)
  • Alimentando (I Reis 19:4-7)
  • Protegendo (Daniel 12:1)
  • Anunciando (Lucas 1:11-19 e 26-35)
  • Guiando (Atos 12:5-10)
  • Castigando (Atos 12:21-23)

 14 – JUÍZO FINAL

14.1 – INTRODUÇÃO (apocalipse 20:11-15)

O juízo final é o momento em que será dada a sentença para os mortos já julgados, e quando os vivos serão julgados, segundo suas obras: ações, conduta, trabalho na obra de Deus. (II Coríntios 5:10; Gálatas 6:7,8; Apocalipse 22: 11-15)

14.2 – O JUÍZO DE DEUS

A responsabilidade diante de Deus é individual, cada um dará conta de si mesmo (Jeremias 31:29,30). Perante o trono de Deus comparecerão pequenos e grandes, pois Ele não faz acepção de pessoas; cada um será julgado segundo a onisciência de Deus. (Romanos 2:16; Apocalipse 20:12)

A salvação é para os que têm seus nomes escritos no livro da vida, aqueles que foram justificados pelo sacrifício de Jesus, mediante a fé, pois a salvação independe das obras. (Lucas 23: 39-43; Efésios 2:8-10)

As recompensas ou galardões, sim, esses serão dados segundo as obras praticadas em vida. (Apocalipse 22:12)

14.3 – O JUSTO JUÍZ

Jesus é hoje o advogado de defesa junto ao Pai, aquele que purifica o homem de todo o pecado e o torna justo através de seu sangue derramado em sacrifício pela humanidade. (I João 1:9,10; 2:1,2).

No juízo final, Jesus Cristo será aquele que julgará os povos com retidão, Ele deixará de ser o advogado para ser o justo juiz. (João 5:27; Atos 17:31; II Timóteo 4:1)

14.4 – O TEMPO DO JUÍZO FINAL

O juízo acontece logo após a morte, para os que experimentam a morte física; para os que estiverem vivos, acontecerá na volta de Jesus. (Lucas 16:19-31; 23:43; Hebreus 9:27)

14.5 – A VOLTA DE JESUS

A volta de Jesus para buscar sua igreja é uma promessa feita por Cristo que ainda está por se cumprir. (Marcos 13; Atos 1:7-11)

O dia e hora só pertencem ao Pai, ninguém é capaz de conhecer os planos de Deus, pois  nem ao seu Filho foi revelado. (Mateus 24:36)

Muitos sinais precederão à volta de Cristo: (Mateus 24:5-14)

  • Guerras e rumores de guerras;
  • Terremotos, fomes, pestes;
  • Perseguição aos crentes;
  • Falsos cristos e falsos profetas;
  • Amor se esfriará;
  • O evangelho será pregado a toda criatura;

Na volta de Jesus, os que foram julgados após a morte, ressuscitarão para receber a sentença final de seu julgamento: vida ou morte eternas. Os que estiverem vivos, serão arrebatadas juntamente com Cristo. (I Tessalonicenses 4:13-17)

14.6 – CORPOS GLORIFICADOS

A vida eterna não pode ser herdada por mortais, portanto os corpos serão transformados em corpos incorruptíveis, instantaneamente, num piscar de olhos. (I Coríntios 15: 42-44;50-53)

14.7 – A SENTENÇA FINAL

O destino do homem depende de sua escolha durante sua vida terrena. Após a morte, não há chance alguma de reverter seu destino.

A Bíblia fala de céu e inferno; sequer cita as palavras: purgatório, limbo, reencarnação e carma. A sentença final é vida ou morte eternas,  não há outra opção. (Mateus 7:17-23; Apocalipse 22:11-15)

15 – IGREJA

15.1 – INTRODUÇÃO

A palavra igreja do grego “ekklesía”, pelo latim “ecclesia” significa “assembleia”, conjunto de fiéis irmanados pela mesma fé e sujeitos ao mesmo líder espiritual.

15.2 – IGREJA UNIVERSAL

A igreja universal é o conjunto de todos os salvos espalhados pela terra, independentemente de sexo, cor, raça, língua, nação, igreja ou denominação que confessam o Jesus cristo como Senhor e Salvador de suas vidas.

Homens que se submetem à liderança de Cristo e se comprometem a obedecê-lo até o fim. (Mateus 24:31; Hebreus 12:23)

15.3 -IGREJA LOCAL

A igreja local é a reunião de cristãos em determinado lugar que pode  ser:  casa, templo, ou instituição, onde professam a mesma fé e doutrina, se submetendo  a um líder espiritual responsável pela orientação e condução das atividades da igreja.

15.4 -A EDIFICAÇÃO DA IGREJA

Jesus profetizou que sobre a afirmação de Pedro: “tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”, Ele edificaria a sua igreja. (Mateus 16:18)

Portanto, a igreja de Cristo foi edificada por Ele                                                                                                                                                        e o inferno não prevaleceu contra ela, ainda que satanás de diversas formas tentasse impedir seu crescimento e permanência na terra:

Muitas foram as perseguições políticas e religiosas que geraram inúmeros sofrimentos e mártires cristãos, mas resultaram também em grande crescimento e expansão do reino de Deus na terra. (Atos 2:47; 5:14; 6:8-15; 7:58-60; 8:3; 9:1,2,31; 11:25; 12:1-5; Romanos 16:5)

15.5 – A REUNIÃO DA IGREJA

Os cristãos, apesar de toda a perseguição sofrida, mantiveram-se firmes na fé, espalhando o evangelho pela Palestina, Ásia, Europa. (Atos 11:1,19-22; 16:1; Romanos 1:7; I Coríntios 1:2; 16:19,20)

A igreja se reunia regularmente em comunhão, perseverando na doutrina cristã, dando-se à prática do batismo, ceia e oração, dízimo e ofertas, assistência social, estudo da palavra de Deus, testemunhos, etc. (Atos 2:41-47; 4:32-35)

15.6 – A LIDERANÇA DA IGREJA LOCAL

As igrejas não tinham uma liderança hierárquica terrena, elas eram orientadas pelos apóstolos, homens vocacionados e capacitados pelo Espírito Santo para ministrar a palavra e orientação espiritual aos cristãos, muitas vezes através de cartas ou visitas missionárias. (I Tessalonicenses 4:9-10,16; Filemon 1:19,21,22)

Com a elevação considerável do número de cristãos, tornou-se necessária uma liderança local que pudesse orientar, instruir, corrigir e ser exemplo. (Atos 6:1-7; Hebreus 13:17; I Pedro 5:1-4)

Os pastores terrenos estão submetidos ao supremo pastor: Jesus Cristo, o cabeça da igreja, ao qual darão conta do rebanho: a igreja.

15.7 – SUSTENTO DOS LÍDERES

A Bíblia afirma que é lícito ao líder espiritual viver de seu trabalho, a igreja tem a responsabilidade de sustentá-lo financeiramente. (I Coríntios 9:13,14; I Timóteo 5:17,18)

15.8 – FINALIDADE DA IGREJA

A igreja tem três funções básicas: Adoração e louvor a Deus; Edificação dos crentes; Pregação do evangelho.

15.8.1 – ADORAÇÃO E LOUVOR A DEUS

A igreja tem como finalidade maior adorar a Deus pelo que Ele é, e louvá-Lo pelo que Ele faz na vida do homem e no mundo. (Atos 2:47)

15.8.2 – EDIFICAÇÃO E COMUNHÃO

A edificação da igreja se dá de diversas formas: estudo da palavra de Deus, oração, assistência social, manifestação dos dons espirituais, etc. (Atos 2:42). A comunhão traz perseverança, esperança, fé e ajuda mútua entre os salvos.

15.8.3 – PREGAÇÃO DO EVANGELHO

A igreja tem como objetivo alcançar os confins da terra com a mensagem transformadora de Cristo, salvando vidas através da realização de missões, evangelismo, testemunho pessoal e outros. (Atos 1:8; I Pedro 2:9)

16 – ORAÇÃO

16.1 – INTRODUÇÃO

Orar significa falar, clamar, chamar, dialogar com Deus. Há diversos tipos de oração:

  • Oração de petição, que eleva pedido a Deus;
  • Oração de gratidão, que eleva agradecimentos a Deus;
  • Oração de intercessão, oração em favor de alguém;
  • Oração de confissão, na qual se confessa os pecados cometidos;
  • Oração de consagração, oração que dedica algo ou alguém a Deus;
  • Oração de adoração e louvor, oração onde são feitos louvores e elogios a Deus pelo que Ele é, e pelo que Ele tem realizado.

16.2 – A ORAÇÃO

A oração deve ser dirigida somente a Deus em nome de Jesus, o único intermediário entre o Senhor e os homens. (I Timóteo 2:5; João 16:23)

Ela deve ser uma sincera busca da presença de Deus, para que seja ouvida e aceita por Ele. (Jeremias 29:12,13; 33:3)

A oração deve ser espontânea, como um diálogo natural entre duas pessoas, sem repetições ou decorebas. Tudo deve ser levado em oração, não há assunto que não mereça ser apresentado diante de Deus. (Filipenses 4:6-7)

Não há local sagrado nem determinado para que se realizem orações, a Bíblia recomenda privacidade para que haja dedicação e concentração; mas também recomenda que a oração seja incessante, ou seja, o crente deve viver em comunhão constante com seu Senhor. (Mateus 6:6,7; 18:19,20; João 4:20-24; I Tessalonicenses 5:17)

16.3 – A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

A Bíblia revela que Jesus tinha por hábito se retirar para orar, Ele gastava tempo na presença do Pai, agradecendo, intercedendo, buscando orientação e o poder de Deus. (Lucas 9:16,17; 22:31,32,39-46; João 17:26)

A oração é a forma do homem se comunicar com Deus. Através dela, o crente ganha poder e força para vencer as batalhas espirituais, fortalecendo sua comunhão e fé. (Efésios 6:18, Hebreus 4:16)

16.4 – RESPOSTAS ÀS ORAÇÕES

Deus pode responder ao homem de três formas: sim, não, espere. A Bíblia nos relata alguns exemplos:

  • Oração atendida: intercessão de Ananias por Saulo (Atos 9:10-18);
  • Oração que obteve resposta negativa: Paulo pedindo o livramento de uma enfermidade (II Coríntios 12:7-9);
  • Oração em que Deus fez esperar: Isaque orou durante 20 anos para que sua esposa, que era estéril, tivesse um filho. (Gênesis 25:20-21, 26)

Algumas orações obtêm respostas negativas por não estarem de acordo com a vontade de Deus, e por feriem os princípios divinos, os ensinos bíblicos. (Mateus 6:7)

Alguns fatores impedem que Deus responda afirmativamente às orações:

  • Falta de fé (Lucas 1:37);
  • Falsa necessidade (Tiago 4:3);
  • Vida de pecado (Isaías 59:1, 2);
  • Relacionamento conjugal cortado (I Pedro 3:7).

16.5 – ORAÇÃO MODELO (Mateus 6:6-13; Lucas 11:1-4)

Jesus ensinou seus discípulos a orarem. Essa oração é chamada oração modelo, oração do Pai nosso ou dominical.

A oração é dirigida a Deus Pai, pedindo a realização de Sua vontade. Essa oração é uma intercessória, pelo fato de Jesus orar na primeira pessoa do plural (nós). Ela tem ainda outros aspectos, tais como adoração, petição e confissão.

  • Adoração, por ser dirigida a Deus Pai reconhecendo Sua santidade. Jesus pede que seja realizada a vontade do Pai. (Mateus 6:10)
  • Petição, quando é pedido o sustento de cada dia. (Mateus 6:11)
  • Confissão, quando se pede perdão, livramento e vitória sobre as tentações.

17 – EVANGELISMO E MISSÕES

17.1 – INTRODUÇÃO

Jesus Cristo deixou uma ordem para sua igreja, antes de sua ascensão aos céus: ir e pregar o evangelho a toda criatura. A obediência a essa ordem mostra o empenho da igreja em abreviar a volta de Jesus Cristo. (Marcos 16:15,16; Mateus 24:14)

17.2 – A MENSAGEM DO EVANGELHO

Evangelho significa boas novas, boas notícias.

Evangelismo é o ato de pregar o evangelho, anunciar essa boa notícia: “há salvação em Cristo Jesus, o Filho de Deus que morreu, ressuscitou, foi assunto aos céus e voltará”, as boas novas: ”Quem crer Nele não está condenado, mas tem a vida eterna.” (João 3:16-18)

17.3 – RESPONSABILIDADE DA IGREJA

O evangelismo é obrigação de cada cristão, é responsabilidade da igreja de Jesus Cristo. (I Coríntios 9:16)

Essa mensagem deve alcançar todas as fronteiras do mundo, começando na família de cada cristão e chegando aos confins da terra. (Atos 1:8)

Missões é uma prática antiga onde pessoas vocacionadas para a pregação do evangelho dedicam suas vidas a esse ministério.

A igreja sustenta e envia esses missionários às cidades, estados e países diversos. (Romanos 10:13-15)

17.4 – RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL

Cada cristão deve pregar o evangelho com seu modo de viver. A mensagem do evangelho deve ser vivenciada e anunciada de forma natural, sem timidez; como uma conseqüência da nova vida em Cristo. (Lucas 9:26; Atos 4:20; Romanos 1:16)

É impossível cada crente ir individualmente até aos confins da terra. Por isso faz-se necessário o envio e o sustento de missionários que dediquem suas vidas no cumprimento dessa missão: evangelizar o mundo. Assim, cada cristão passa a ter uma parcela de responsabilidade no sustento financeiro e na intercessão em favor desses obreiros. (Mateus 9:37,38)

17.5 -A ATUAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO NO EVANGELISMO E MISSÕES

O Espírito Santo vocaciona obreiros, capacita-os e proporciona a eles oportunidades de anunciar o evangelho. (Atos 13:2; 8:26-31; I Coríntios 2:4)

O Espírito Santo convence o homem de que é um pecador e precisa ser justificado por Cristo, pois está sob o juízo de Deus sendo condenado à morte eterna.

Ao cristão foi dada apenas a missão de anunciar, pregar a palavra de Deus, a mensagem salvadora de Cristo; pois o ato de convencer, converter e transformar o pecador cabe somente ao Espírito Santo. (João 15:16; 16:8; II Coríntios 5:17)

18 – DIA DO SENHOR E BATISMO

18.1 – INTRODUÇÃO

O shabbath (em hebraico, descansar ou cessar) é o dia do Senhor, o dia separado para o descanso e dedicação a Deus. O batismo é um ato de obediência ao imperativo que Cristo deixou antes de sua ascensão. (Mateus 28:18-20)

18.2 – O DIA DO SENHOR

Deus criou todas as coisas em seis dias e no sétimo descansou e o santificou. (Gênesis 2:1-3).O quarto mandamento, entre os dez, é a ordenança da guarda do dia do Senhor. (Êxodo 20:8).

Jesus afirma que o sábado foi feito por causa do homem. O sábado se refere ao dia do descanso, separado para o culto ao Senhor e dedicação à busca espiritual; não necessariamente se refere ao 7o. dia da semana chamado sábado. (Marcos 2:21- 28)

O domingo passou a ser guardado como o dia de descanso, pois no primeiro dia da semana Jesus ressuscitou. A ressurreição de Cristo foi um novo marco para o cristianismo, além de ser o dia em que a igreja primitiva se reunia. (Atos 20:7; Romanos 3:28; I Coríntios 16:1,2; Colossenses 3:11)

18.3 – SIGNIFICADO DO BATISMO

O batismo é um ato simbólico da transformação de vida e da conversão do cristão. É também uma forma de testemunho e de introdução à igreja local.

O batismo não salva e não tira pecados. (Atos 2:40,41)

A Bíblia relata que Cristo prometeu vida eterna ao ladrão crucificado com Ele, um homem que não teve tempo de se batizar, mas que no momento de sua morte reconheceu em Cristo o Filho do Deus Vivo. (Lucas 23:39-43)

18.4 – SIMBOLOGIA DO BATISMO

A palavra batizar, no grego baptizem, significa mergulhar. O batismo é um símbolo da morte e ressurreição de Cristo, o cristão ao ser submerso na água está testemunhando para o mundo que morreu para a velha vida pecaminosa, e ao emergir, que ressurgiu para uma nova vida em Cristo. (Romanos 6:3,4)

18.5 – condições para o batismo

Crer na mensagem do evangelho é a condição para o batismo. A consequência dessa crença deve ser notória ao mundo, através de uma vivência da fé pregada, retratando arrependimento dos pecados e transformação de vida. (Mateus 3:7,8)

18.6 – TEMPO PARA O BATISMO

Jesus foi batizado aos 30 anos de idade, para deixar exemplo aos cristãos.  O  batismo de bebês não tem nenhuma base bíblica, uma vez que eles ainda não têm capacidade de crer. (Mateus 3:13-17; Marcos 16:15-16; Atos 8:36-38)

A Bíblia relata que os bebês eram apenas apresentados no templo, em atitude de consagração a Deus. (Lucas 2:25-27).

19 – PÁSCOA E CEIA

19.1 – INTRODUÇÃO

A palavra páscoa significa passagem.

A páscoa, uma das tradicionais festas judaicas, era a comemoração do livramento dos israelitas da escravidão no Egito. (Êxodo 12:26-27)

A última páscoa foi comemorada por Jesus. Na ocasião Ele instituiu a ceia do Senhor, um novo pacto com seu povo: a libertação da escravidão do pecado através do sangue de Jesus.

19.2 – SIGNIFICADO DA PÁSCOA (ÊXODO 12:1-14)

O ritual da páscoa apontava para futuro sacrifício de Jesus.

O cordeiro macho, sem defeito, apontava para o unigênito Filho de Deus, sem pecado, que como um cordeiro seria sacrificado e derramaria seu sangue expiatório. (Isaías 53:4-7)

Os pães asmos eram sem fermento que simbolizavam a pureza, a falta de pecados. As ervas amargosas lembravam o sofrimento no cativeiro egípcio.

Toda a celebração era um memorial que deveria ser realizado perpetuamente até que se cumprisse o verdadeiro sacrifício.

19.3 – A INSTITUIÇÃO DA CEIA (LUCAS 22:7-23)

Jesus instituiu a Ceia do Senhor para seus discípulos, como um novo mandamento, um novo pacto.

Estava perto de se cumprir a morte e ressurreição de Jesus, portanto Ele associou o pão ao seu corpo que seria sacrificado na cruz por toda a humanidade, pois Jesus era o cordeiro imaculado; e o vinho, ou suco de uva, ao seu sangue que seria derramado em remissão aos pecados.

19.4 – O SIGNIFICADO DA CEIA DO SENHOR (I Coríntios 11:23-26)

A ceia foi instituída como um memorial até a volta de Jesus.

Todos os elementos usados foram alimentos comuns sem nenhuma magia ou sobrenaturalidade, apenas simbolizando o corpo e o sangue de Cristo que seria sacrificado.

A Bíblia não relata que houve transubstanciação, ou seja, o pão não se transformou em carne nem o suco se transformou em sangue; semelhantemente não há base bíblica para afirmar que houve consubstanciação, ou seja, que o pão continha a carne de Cristo, e que o vinho continha o sangue, pois Cristo ainda estava corporalmente presente.

19.5 – A FINALIDADE DA CEIA DO SENHOR

A ceia do Senhor tem por finalidade:

  • Lembrar o sacrifício feito por Jesus Cristo na cruz,
  • Anunciar ao mundo sua morte e ressurreição,
  • Compartilhar entre a igreja a salvação concedida por Cristo. (I Coríntios 10:16-17; 11:24-26)

19.6 – PARTICIPAÇÃO DA CEIA DO SENHOR (I CORÍNTIOS 11: 26-28)

Através da ceia do Senhor é anunciada e lembrada a morte de Cristo, apenas os convictos da sua salvação são dignos de participarem desse momento.

Ao comer o primeiro elemento, o pão, o crente deve meditar no sofrimento que antecedeu a morte de Jesus, o qual sofreu por no mínimo 3 horas, tendo seu corpo castigado, ferido e maltratado.

Ao beber o segundo elemento, o suco, o crente deve meditar na morte que trouxe perdão através do sangue de Jesus.

A morte de Cristo foi causada pelo pecado; portanto se alguém não é salvo e vivendo em pecado, participa da ceia, está agindo indignamente, anunciando que é culpado da morte de Jesus.

20 – DÍZIMO E OFERTAS

20.1 – INTRODUÇÃO

O dízimo corresponde à décima parte de toda a renda. A oferta é uma dádiva que não tem quantia determinada.

Os dízimos e as ofertas são a devolução a Deus do que lhe pertence, pois Ele é o dono do ouro e da prata. (Ageu 2:8)

20.2 – SOBRE O DÍZIMO

O dízimo é uma ordenança de Deus. É santo, consagrado ao Senhor e deve ser a primícia de toda a renda. (Levítico 27:32; Provérbios 3:9)

A Bíblia ensina que o dízimo é uma forma de honrar a Deus e à sua casa, a igreja;  deve ser entregue à igreja local para o sustento da obra do senhor.

As igrejas possuem contas a pagar: água, luz, telefone, produtos de higiene e limpeza, lanche, etc.; além da responsabilidade de sustentar seus obreiros: pastores, missionários e empregados tais como: faxineiros, secretários, porteiros, etc. (Malaquias 3:10; I Coríntios 9:7-14)

20.3 – SOBRE AS OFERTAS

As ofertas são contribuições vindas do coração. Não há quantia determinada para elas, apenas devem ser entregues com alegria diante de Deus e devem vir de fonte honesta. (II Coríntios 9:7; Deuteronômio 23:18)

Os contribuintes devem ter uma vida sincera e coerente, sendo suas ofertas um resultado de seu compromisso com o reino de Deus, pois para Ele o que importa não é o simples ato de ofertar ou dizimar, mas a motivação e o sentimento de obediência que se traduz em fidelidade. (Mateus 5:23,24; 23:23; Lucas 18:11-14)

20.4 – PROMESSAS Á FIDELIDADE

Deus promete bênçãos, abundância e fartura a todo o que é fiel em seus dízimos e ofertas. O Senhor repreende Satanás e o impede de trazer prejuízos aos obedientes e fiéis. (Provérbios 3:10; Malaquias 3:10,11)

20.5 – CONSEQUÊNCIAS DA DEOBEDIÊNCIA

A desobediência a Deus na entrega dos dízimos e ofertas é chamada de roubo pelo próprio Deus.

O Senhor amaldiçoa e permite ao devorador saquear a vida daquele que retém o que é de Deus. (Malaquias 3:8,9)

A Bíblia afirma que a pessoa que não honra a Deus com seus bens, está sempre necessitada e seu salário é insuficiente. (Ageu 1:6-10)

20.6 – EMPECÍLHOS À ACEITAÇÃO DE DÍZIMOS E OFERTAS

A Bíblia orienta que o ofertante e dizimista devem buscar a reconciliação com o irmão antes de entregar sua oferta no altar. (Mateus 5:23,24)

Semelhantemente, se um casal está em conflito conjugal deve corrigir a situação, voltar a ter um relacionamento harmonioso, para que essa situação não impeça a comunhão com Deus; a oferta de uma pessoa adúltera não é bem-vinda aos olhos de Deus. (Malaquias 2:13-15)

20.7 -EXEMPLOS BÍBLICOS DE DIZIMISTAS E OFERTANTES

  • Abel trouxe a Deus as primícias de seu rebanho. (Gênesis 4:4)
  • Abraão entregou ao sacerdote Melquizedeque. (Gênesis 14:18-20)
  • Jacó prometeu ao senhor fidelidade no dízimo. (Gênesis 28:20-22)
  • Viúva pobre entregou tudo o que tinha e por isso deu mais que qualquer outro. (Marcos 12:41-44)
  • O desprendimento da igreja primitiva e do apóstolo Barnabé. (Atos 4:32-37)

21 – IDOLATRIA E FEITIÇARIA

21.1 – INTRODUÇÃO

Idolatria é o ato de prestar culto a estátuas ou objetos vistos como deuses, ou, ainda, paixão exagerada por algo ou alguém.

A idolatria não é somente relacionada às imagens, mas a tudo aquilo que ocupa o lugar prioritário do único Deus na vida, no coração e na mente do homem. (Efésios 5:5; Deuteronômio 17:1-7)

Feitiçarias são práticas condenadas por Deus, comuns nos tempos antigos e praticadas ainda hoje.

21.2 – OS DEZ MANDAMENTOS E A IDOLATRIA (Êxodo 20:1-6)

Os dois primeiros mandamentos entre os dez são:

1o.mandamento “não terá outros deuses diante de mim”;

2o.mandamento “não fará para ti imagens de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima dos céus, nem embaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem a elas servirás…”

Portanto a palavra de Deus é clara e direta, a idolatria e a confecção de imagens são pecados, ofensas que ferem os princípios de Deus.

21.3 –  A FEITIÇARIA E O POVO DE DEUS (Deuteronômio 18:9-14)

Deus deu a seu povo, quando entraram na terra prometida, várias recomendações para manterem a santidade e não se deixarem contaminar pelas nações pagãs que praticavam abominações, tais como:

  • Adivinhar o futuro e coisas secretas;
  • Ler a sorte das pessoas, seja por que meio for;
  • Invocar espíritos para pedir ajuda deles;
  • Encantar ou hipnotizar bichos e pessoas;
  • Fazer trabalho de médium;
  • Fazer magia ou todo e qualquer tipo de feitiçaria;
  • Consultar mortos;

Ao povo de Deus não é permitido consulta e prática de cartomantes, horóscopos, quiromantes, necromantes, astrólogos, agoureiros, médiuns, hipnotizadores, prognosticadores, adivinhos, e coisas semelhantes.

21.4 – ABOMINAÇÃO AO SENHOR

As práticas de idolatria e feitiçarias causam horror ao Senhor, são condenadas pela pregação dos cristãos; pois tais práticas são demoníacas e impedem a bênção de Deus. (Atos 16:16-18; 19:18-28)

As imagens de escultura não podem ouvir, responder nem trazer nenhum benefício, pois são inertes; são obras das mãos dos homens, revelam a ignorância e a loucura daqueles que as conduzem em procissão ou se curvam diante delas. (Isaías 44:9-20; 45:20; 46:6-9; Jeremias 10:1-10; Salmo 115:4-8)

Após a conversão a Cristo, as imagens de escultura devem ser totalmente destruídas, não se deve aproveitar nada contido nelas, nem mesmo algum metal precioso. (Deuteronômio 7:25, 26; Êxodo 23:24,25)

21.5 – O JULGAMENTO DOS IDÓLATRAS E FEITICEIROS

A Bíblia adverte que não entrarão no reino de Deus os idólatras, os feiticeiros dentre outros; pois suas práticas ferem a unicidade e o reconhecimento da soberania de Deus. (Apocalipse 21:8; 22:12-15)

22 -FAMÍLIA

22.1 – INTRODUÇÃO

Deus instituiu a família ordenando ao homem que deixasse pai e mãe,  se unisse a sua mulher e fossem uma só carne. (Gênesis 2:24)

22.2 – A CONSTITUIÇÃO DA FAMÍLIA

A família deve se constituir de um homem, uma mulher e seus filhos; não há base bíblica para aceitação do homossexualismo, bissexualismo, poligamia ou  outras distorções de comportamento e diferentes modelos de família. (Romanos 1:26-28)

22.2.1 – O HOMEM

Ao homem cabe a liderança do lar em todos os aspectos. Ele deve prover o sustento da família, chefiá-la, conduzi-la.

O homem tem a incumbência de amar sua esposa como a si mesmo, tendo como modelo o amor de Cristo pela igreja. (Gênesis 3:17-19; Efésios 5:23,25,28).

22.2.2 – A MULHER

A mulher é ajudadora de seu marido, devendo ser submissa a ele,  honrando-o, reverenciando-o. (Gênesis 3:16; Efésios 5:22,24)

22.2.3 – OS FILHOS

Os filhos devem obedecer e honrar seus pais, em tudo. (Êxodo 20:12; Colossenses 3:20)

22.2.4 – OS PAIS

Aos pais compete a tarefa de educar seus filhos, ensinando e sendo exemplo para eles na conduta cristã; corrigindo-os, repreendendo-os, castigando-os com sabedoria; animando-os a se esforçarem. (Deuteronômio 6:4-9; Provérbios 13:24; 22:6; Colossenses 3:21)

22.3 – A INSOLUBILIDADE DO CASAMENTO (Mateus 19:1-9)

O sexo é uma bênção que Deus criou para ser praticado dentro do casamento, pois através do ato sexual, homem e mulher se tornam uma só carne; já não são dois, mas um só. Esse fato só  perde o sentido quando um cônjuge morre. (Hebreus 13:4)

O adultério quebra essa aliança conjugal, ficando o cônjuge traído livre para se divorciar, se quiser; não ficando sobre ele culpa alguma, pois o peso do pecado recai sobre aquele que caiu em adultério, traindo seu(a) companheiro(a). (I Coríntios 6:16)

22.4 – O CÔNJUGE DESCRENTE

A palavra de Deus condena a sociedade entre pessoas desiguais, o crente não deve se casar com um descrente. (II Coríntios 6:14-16)

Se o cônjuge se converte posteriormente ao casamento, não é indicado o divórcio, mas a perseverança a fim de que se ganhe o outro através de seu testemunho pessoal. (I Coríntios 7:10-15)

22.5 – O CELIBATO

Há pessoas que nasceram sem condições de manterem relações sexuais, há outros que foram feitos eunucos pelos homens ou por si mesmos. (Mateus 19:10-12)

O casamento não é um mandamento, assim como sua proibição e a abstinência sexual não devem ser impostas. (I Timóteo 4:3)

23 – TESTEMUNHO CRISTÃO

23.1 – INTRODUÇÃO

Testemunhar é falar, depor, provar o que se viu ou ouviu, é atestar algum fato ocorrido.

23.2 – AS TESTEMUNHAS

Os cristãos, os crentes, os filhos de Deus, os salvos, os convertidos, o povo de Deus, a igreja; ou seja, todos aqueles que tiveram um novo nascimento após a aceitação da mensagem salvadora de Cristo, se arrependeram de seus pecados, obtiveram o perdão de Deus e têm a certeza da salvação, são agora as testemunhas de Cristo. (Atos 4:20)

23.3 -O QUE SE VIU E OUVIU

A igreja de Cristo espalhada pela terra, experimentou o poder da salvação através do sacrifício de Jesus e foi transformada pelo poder do evangelho, essa mensagem deve ser proclamada ao mundo, através do comportamento, da voz, das contribuições, das boas obras, das missões, do evangelismo. (I Pedro 2:9)

O testemunho é que Deus deu ao homem a vida eterna por intermédio de seu Filho Jesus. (I João 5:10-13)

23.4 – O FATO OCORRIDO

A transformação que Cristo operou no pecador é um fato notório a todos que convivem com o convertido, pois essa nova vida se reflete em novos: palavreados, valores, procedimentos, nova conduta, abandono do pecado, vida de alegria, santidade, justiça, amor, e busca incessante da semelhança com Cristo. (Efésios 4:17-32; 5:21)

23.5 – COMO E QUANDO TESTEMUNHAR

Ser cristão não é ter uma religião, mas sim um modo de vida compatível com a palavra de Deus.

O modo de proceder do cristão deve conservar, em meio ao mundo pecaminoso, os valores celestiais, refletir a luz de Cristo, repreendendo através de suas atitudes, os pecadores a sua volta. (Mateus 5:13-16)

O modo de pensar do crente deve estar sempre em sintonia com a palavra de Deus e não ser influenciado nem acomodado aos valores do mundo. (Romanos 12:1-2)

A palavra de Deus deve ser pregada ininterruptamente. (II Timóteo 4:1, 2; I Pedro 3:15)

23.6 – A QUEM TESTEMUNHAR

Cada cristão tem a incumbência de falar de Cristo a todo o mundo: começando por sua família, alcançando a escola, o trabalho, a vizinhança, o bairro, a cidade, o estado, o país e todo planeta. (Marcos 16:15; Atos 1:8)

A família é o local que exige mais do cristão, pois nela o homem não esconde seus defeitos e fraquezas. (Mateus 13:57)

23.7 – A RESPONSABILIDADE DO TESTEMUNHO

Jesus escolheu suas testemunhas e as nomeou para que deem frutos para o reino de Deus. (João 15:16; I Coríntios 9:16)

O sangue dos perdidos não evangelizados será requerido das mãos dos que omitiram a mensagem salvadora. (Ezequiel 3:18,19)

A conversão de um pecador através do testemunho apaga multidões de pecados e é motivo de festa nos céus. (Tiago 5:20, Lucas 15:7)

23.8 – A OBEDIÊNCIA E O TESTEMUNHO CRISTÃO

A obediência à palavra de Deus e o comprometimento com Cristo, são marcas do cristão; portanto o que se espera de cada crente é o cumprimento das ordenanças de Jesus:

  • Decisão pelo batismo,
  • Integração à igreja,
  • Fidelidade no dízimo,
  • Participação da ceia,
  • Prática do evangelismo,
  • Vida de oração e vigilância,
  • Desenvolvimento dos dons espirituais,
  • Busca da santificação, através do conhecimento da palavra de Deus, a Bíblia.

24 – DEVOCIONAL

24.1 – INTRODUÇÃO

Devocional é um momento de dedicação e intimidade com Deus, que cada crente deve separar diariamente para meditar na Palavra e orar. (Salmo 119:97-105)

24.2 – QUANDO E ONDE

O devocional deve ser uma disciplina diária na vida cristã. (I Tessalonicenses 5:17)

Não importa o local e o horário, mas sim a qualidade de tempo, devendo cada pessoa escolher seu melhor local e horário para tal prática .

24.3 – A DIFERENÇA NA VIDA CRISTÃ

Pela proximidade a Deus o crente se santifica, e pela intimidade com Ele se fortalece espiritualmente tornando-se preparado para vencer as lutas espirituais e a conformidade com o mundo. (João 17:17)

A disciplina na oração, na leitura da Palavra, na meditação e aplicação na vida; resulta em equilíbrio e constância na vida espiritual.

Quando o espírito é alimentado, o crente produz frutos em sua vida cristã e torna-se apto a ser bênção na vida de outros.

O conhecimento da Palavra permite ao crente desviar-se do pecado e ser obediente à vontade de Deus. (II Timóteo 2:15)

24.4 – O EXEMPLO DE JESUS

Jesus, o Filho de Deus, se dedicava à oração e por isso foi capaz de ser obediente em tudo e vencer as tentações. (Marcos 14:35-39; Lucas 6:12)

24.5 – SUGESTÃO DE DEVOCIONAL

  • Leia a Bíblia;
  • Medite no texto;
  • Cante uma música de louvor a Deus;
  • Continue louvando-o em Oração;
  • Peça perdão, confessando falhas e dificuldades;
  • Ore a Deus sobre sua lista de pedidos e intercessão.

25 – CULTO FAMILIAR

25.1 – INTRODUÇÃO

Deus deve ocupar o primeiro lugar, mas a família deve vir imediatamente em segundo lugar, pois é nela que se vivencia o evangelho sem máscaras. O culto familiar é a oportunidade de investir tempo no ensino da Palavra de Deus aos filhos.

25.2 – A ORDENANÇA BÍBLICA

Quando Jesus é reconhecido como Senhor, Ele se torna prioridade e suas ordenanças passam a ser guardadas no coração e mente de quem o aceitou.

Ser cristão é ter um modo de vida comprometido com Cristo e esse compromisso deve ser repassado aos filhos no dia a dia. (Deuteronômio 6:4-9)

25.3 – VIVÊNCIA E TESTEMUNHO

O Testemunho de vida fala mais alto que as palavras. (I Pedro 3:1)

A Palavra de Deus começa a ser vivenciada no lar, para que, então, possa ser vivida na igreja, vizinhança, trabalho, escola e etc.

A Palavra de Deus deve ser ostentada na vida do crente e no comportamento familiar para que possa atingir e impactar a todos que a desconhecem.

25.4 – EXEMPLO NO LAR

Instruir os filhos é mais que falar, é dar exemplo, é fazer junto!

Intimar os filhos significa inculcar, fazer penetrar no espírito a força de repetição, aconselhar, indicar.

É dever dos pais cristãos instruírem seus filhos, ainda pequenos, pois não se pode fugir dessa responsabilidade de conseqüências eternas. (Provérbios 22:6)

A criança é apta a crer, por isso o plano de salvação sempre deve ser exposto. (Provérbios 7:1-3; Romanos 14:12)

25.5 – COMPROMISSO COM DEUS

Amar a Palavra de Deus a ponto de permiti-la encher o coração, é compromissar-se com Ele e amá-lo verdadeiramente.

Cada mandamento, condição ou promessa, devem ser lembrados na hora de uma decisão a ser tomada pela família.

Cada momento é propício para o ensino e aprendizado.

BIBLIOGRAFIA

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. Revista e Corrigida 78a. Impressão Rio de Janeiro. Imprensa Bíblica Brasileira, 1994.

BROCK, Charles. E Agora? Rio de Janeiro. Junta de Missões Nacionais da CBB.

CASTRO, Alexandre de Carvalho. Crescimento em Cristo. Rio de Janeiro, JUERP.

CASTRO, Alexandre de Carvalho. Firmando a Fé. Rio de Janeiro, JUERP.

CASTRO, Alexandre de Carvalho. Primeiros Passos. Rio de Janeiro, JUERP.

CHAVES, Irênio Silveira. Uma Nova Criatura em Cristo. Rio de Janeiro, JUERP.

Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira.

DUSILEK, Darci. A Nova Vida em Cristo. Rio de Janeiro. JUERP, 1977.

GONÇALVES JUNIOR, Almir dos Santos. Uma Nova Criatura em Cristo. Rio de Janeiro, JUERP. Maturidade Cristã. Rio de Janeiro. JUERP.

MOREY, Robert. Estratégias Satânicas. São Paulo. Abba.

Declaração doutrinária dos Batistas Brasileiros.

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