Respostas de oração I

Durante meu tratamento contra o câncer de mama, eu continuei a trabalhar normalmente, porém sem a obrigação de chegar cedinho ao trabalho, na maioria das vezes ia caminhando para me exercitar.

19 anos fazendo o mesmo trajeto, de carro, ônibus ou a pé, não é concebível errar o caminho, mas errei!

Caminhando aflita, pois a manhã já ia embora, me equivoquei e quando dei por conta, o trajeto ficou mais longo. Eu consegui errar o caminho e ao invés de descer a trincheira, eu subi!

Obrigatoriamente meu caminho mudou e comecei a observar os imóveis que estavam com placas de aluguel, afinal é exatamente nessa região da cidade que sonhamos em estabelecer a nossa igreja, até então com 13 anos de existência e sem sede própria.

De repente avistei uma casa, que sempre esteve ali disponível para aluguel e eu nunca a enxerguei. A placa não era visível, um banner vermelho com letras pretas, por isso me aproximei ao máximo para tirar uma foto no intuito de ligar posteriormente para buscar informações.

Um senhor veio lá de dentro do imóvel e insistiu muito para que eu entrasse, apesar de minha relutância por causa do horário avançado, acabei entrando para conhecer a casa que era bem em frente ao imóvel alugado que a igreja ocupava no momento.

A medida que caminhava pelo imóvel, enxergava em cada cômodo uma utilidade espiritual: o gabinete pastoral, a sala de EBD para crianças, jovens, adolescentes…

E quando fomos ao andar térreo, fiquei admirada com o grande auditório, ideal para o salão de culto, e como se não bastasse havia duas salas que tranquilamente comportariam a sala de som e o berçário.

Meu coração se alegrou com essa perspectiva, mas logo fiquei desanimada com o valor do aluguel, cinco vezes mais do que podíamos pagar.

Fui para o trabalho e conversei com meu marido sobre o estranho episódio, e ele me disse:

-Jac, hoje pela manhã, me ajoelhei duas vezes nessa sala pedindo a Deus pelo imóvel da igreja. Vou até lá conhecer!

Os dias que se seguiram, revelaram o quanto era difícil falar, achar ou ter retorno daquele senhor que me mostrou o imóvel com tanta presteza.

Conseguido marcar a visita, meu marido também voltou encantado. Era um imóvel de propriedade de um sindicato, o que tornava qualquer negociação mais burocrática.

Durante dois anos oramos por esse imóvel, e ficamos aguardando qualquer interesse ou manifestação deles no sentido de vender.

As circunstâncias mudaram, o sindicato ficou sem a arrecadação da contribuição sindical, a receita mensal caiu drasticamente, demandas trabalhistas surgiram e o imóvel foi a leilão por essas questões.

O senhor, advogado do sindicato, nos comunicou sobre o leilão do TRT, ele esperava arrecadar um bom valor afim de sanar as demandas judiciais que se avultaram.

Nos preparamos para participar do leilão, nos inteirando do edital, das regras, das exigências e etc. Seria um leilão virtual, o que demandava ainda equipamentos e internet.

Chegou o esperado momento! Com coração acelerado e borboletas no estômago fomos acompanhando os martelos em cada lote, até chegar ao do imóvel desejado.

Para nosso espanto e alegria, não haviam lances além do nosso, por isso sem disputa pudemos arrematar o imóvel pelo valor mínimo do leilão, quantia menor que a oferecida há dois anos anteriores.

Estamos ocupando o espaço e continuamos a enxergar pela fé cada cômodo ocupado com a finalidade de edificar vidas para um relacionamento íntimo e pessoal com o Senhor Deus.

“Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.” Romanos 11.36

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