“E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal.” Jó1.8
Sinceridade, integridade e santidade são características desejáveis a Deus na vida do homem. Jó foi reconhecido pelo próprio Deus como tal, porém esses valores não o isentaram de ser provado e de amargar muitos sofrimentos.
Satanás não se agrada de uma vida reta e devota a Deus, ele tenta destruir os que representam o Senhor na terra, porém não pode tocar no que não lhe for permitido pelo Todo Poderoso.
É um grave engano pensar numa queda de braço entre Deus e Satanás, esse último já foi vencido pelo sopro da boca do Senhor e tendo seus dias contados, acusa ferozmente os servos do Altíssimo.
Jó perdeu a posição de “maior do oriente”; perdeu status, prestígio, bens, seus filhos amados, sua saúde, e ainda foi incentivado por sua mulher a amaldiçoar a Deus e tirar a sua própria vida.
Contrariando o esperado de um homem em desgraça , brotou de seus lábios uma das declarações mais profundas de uma alma dolorida: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o Senhor o deu e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor.” Jó 1.21
Jó revelou, diante das tragédias e dores, a essência de um homem espiritual e temente a Deus, bem como Jesus Cristo no Getsêmani, ao se derramar em sofrimento e angústia e se render em submissão a Deus.
A tribulação, a angústia e o dia mal extraem do homem: gratidão a Deus ou revolta; submissão a Deus ou rebelião; fé em Deus ou incredulidade, paz em Deus ou confusão.
É diante da tribulação que o homem se conhece verdadeiramente, ao expor o que há no seu interior. E não só conhece a si como os que o cercam.
Os amigos de Jó acusaram-no de estar atraindo juízo de Deus sobre os pecados em sua vida, esses dedos em riste são gestos comuns a quem não exerce empatia e se enxerga superior e inimputável.
A sociedade atual continua fomentando a teologia da retribuição, e aumentando o fardo de quem sofre, a ponto de muitos acreditarem ser culpados pelos seus próprios sofrimentos, como quem atrai juízo sobre si devido aos pecados que lhe permeiam, ou ainda culpam a Deus como se o Senhor devesse algo ao homem.
Indubitavelmente o pecado gera sofrimento como consequência, mas é enganoso atribuir a todo sofrimento o caráter punitivo, pois o sofrimento é também meio didático.
“Antes eu só o conhecia de ouvir falar, mas agora eu vejo o Senhor com meus próprios olhos.’ Jó 42.5
Através de tantas perdas e dores, Jó conheceu de perto a grandiosidade do poder de Deus , se reconheceu impotente diante do Criador e se rendeu a Sua soberania.
Enquanto orava por seus amigos, Deus virou o cativeiro de Jó ( Jó 42.10), afinal Deus não resiste a uma vida de obediência e oração, esses são pilares para maior intimidade com o Redentor.
Uma vida de relacionamento pessoal com Deus é inabalável.
Alguém já disse: Ele não livra seu servo da luta, mas livra na luta!